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Denise, Willy e os outros

Na biblioteca, tem uma sala de internet. O filho do Ronaldo está lá para
receber várias crianças do bairro. São muitas que vieram para brincar.
Encontramos com Denise que dá risada porque o português de Flora não é muito bom, mas que explica para as outras crianças que devem falar mais devegar para Flora entender.
Tiramos várias fotos.
Denise ri quando pronunciamos seu nome à francesa… então Willy pergunta: e o meu nome, como se fala em francês? bom… Willy…. é igual. Sinto muito…

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A la bibliothèque, il y a une salle informatique. Le fils de Ronaldo est là pour accueillir plein d’enfants qui viennent faire des jeux. On a rencontré Denise, qui rit parce que Flora n’est pas très bonne en portugais, mais qui explique aux autres qu’il faut parler moins vite, pour que Flora comprenne.
On fait une séance de photos.
Denise rit quand on prononce son prénom à la française…alors, Willy demande : et moi, comme on dit mon nom en français ? ben… Willy… c’est pareil, désolé…

le maillot / a camiseta

Quando perguntamos para um menino qual objeto importante dele ele gostaria de mostrar, ele entra na sua casa e volta com um terno (paletó, camisa e gravata).
A irmã e a mãe ficam surpresas: « a gente tinha certeza que ia mostrar a camisa do Santos! », dizem elas.
Um senhor escolheu nos mostrar um chapéu de couro, desgastado por anos e anos de uso. Um objeto fascinante que não tira da cabeça.
Um outro homem mostrou um garfo.

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Quand on demande à un petit garçon quel est l’objet important ou significatif pour lui, il part dans sa maison et revient avec un costume trois pièce. Sa mère et sa sœur s’étonnent et disent : On le connaît mal ! on était sûr qu’il allait vous montrer son maillot de foot des Santos !

Un monsieur nous a montré, comme objet important, un chapeau en cuir, une sorte de calotte, toute usée, trouée. Un objet fascinant qu’il porte toujours sur la tête.

Un homme nous a montré une fourchette.

São Paulo, São Miguel, Jardim Pantanal, Rio Tietê

Estávamos no nosso QG, no Instituto Alana, e nos perguntávamos a respeito do bairro. Fazíamos muitas perguntas. Ronaldo e Luzia apareceram e disseram: temos um pequeno filme, uma palestra para vocês sobre a história do bairro. Se quiserem assistir…
Obrigado! Nos deram de seu tempo para contar como nasceu o bairro, nas margens do Rio Tietê, numa zona onde nenhuma moradia pode ser construida, mas tem que se viver em algum lugar e Ronaldo e Luiza contaram o quanto os moradores tiveram que lutar e ainda lutam para conseguir coisas básicas como ter água, eletricidade e ainda têm muitas coisas para fazer. Eles falam longamente das iniciativas e do trabalho da comunidade, da solidaridade, mas também da preocupação deles com a ecologia.
Isabelle traduz. Poderíamos ficar ouvindo por horas, eles passam muita paixão pelo que fazem e parecem não descansar nunca. Uma luta leva à outra.

Pensamos que devemos ver o Rio Tietê, ir filmar.
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On était dans notre QG, à l’instituto Alana. On se posait beaucoup de questions sur le quartier. On posait beaucoup de questions.
Ronaldo et Luzia sont venus et ont dit : On a un petit film, une conférence, pour vous, sur l’histoire du quartier, si vous voulez…
Merci ! ils nous ont donné de leur temps pour raconter comment s’est construit le quartier, autour du Rio Tietê, dans cette zone protegée, ou il est interdit de construire, mais il faut bien vivre quelque part… Ils nous racontent comment il a fallu se battre pour les choses toutes simples : l’accès à l’eau, la légalisation de l’électricité… et c’est loin d’être fini.
Ils nous parlent longuement des initiatives communautaires, de la solidarité, mais aussi de l’écologie. Isabelle traduit. On pourrait écouter longtemps encore, ne pas se lasser tellement ils sont passionnés. Ils n’ont pas de repos. Un combat mène à un autre.
On se dit qu’il faudra aller voir le Rio Tietê, aller filmer.

au deuxième jour / no segundo dia

No segundo dia de presença no bairro, vimos os quatro cantos do Jardim Pantanal.
Ontem, participamos de várias reuniões no Instituto Alana. Foi ontem a tarde que tivemos um primeiro encontro com os moradores do bairro. Nos apresentamos e falamos sobre o projeto das « vigílias » (les veillées). Será um filme-espetáculo realizado em 10 dias de trabalho com e sobre os moradores do bairro. Um grupo de jovens fez uma demostração de hip hop.
A gente propôs um encontro entre estes jovens e os bailarinos e acrobatas dos « Veilleurs ». Aproveitamos a oportunidade para marcar vários encontros. Ontem a noite, fizemos uma reunião dos « Veilleurs » para coordenar e preparar nossas ações artísticas. Sandrine, que cuida da logística das « veillées » está aprontando alguns cartazes-citações para podermos intervir durante a feira cultural que acontecerá amanhã no Jardim Pantanal. Os acrobatas-bailarinos vão repetir hoje a tarde no Instituto Alana com Howard Richard, o coregráfo de HVDZ, e tambem irão treinar no bairro. Num encontro com os moradores. Para trabalhar, conversar, trocar…

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Au deuxième jour de notre présence sur le quartier, on est au quatre coins du jardim Pantanal. Hier on a participé à plusieurs réunions qui ont eu lieu à l’institut Alana. Hier après midi a eu lieu une première rencontre avec les habitants du quartier. Nous nous sommes présentés les uns aux autres et nous avons longuement parlé du projet des Veillées. Un film spectacle réalisé en dix jours avec les habitants du quartier et sur les habitants du quartier. Des jeunes gens nous ont fait en guise de bienvenue une démonstration de hip hop. On a dit qu’on ferait une rencontre entre le groupe de hip hop et les danseurs et acrobates qui font partie des Veilleurs. On a profité de l’occasion pour prendre plein de contacts et organiser des rendez vous pour aujourd’hui. Hier soir on a fait une grosse réunion des Veilleurs pour coordonner et préparer nos actions artistiques. Sandrine qui s’occupe de toute la logistique des Veillées nous prépare les panneaux citations pour qu’on puisse intervenir à la foire culturelle qui a lieu demain soir au jardim Pantanal. Les acrobates-danseurs- veilleurs vont répéter cet après midi à l’institut Alana avec Howard Richard le chorégraphe de H.V.D.Z. Et ils iront aussi répéter dans le quartier. A la rencontre des habitants. Pour travailler, discuter, échanger.

plus calme que jamais / mais calmo do que nunca

Hoje, pudemos ver o Instituto muito tranqüilo, quase vazio, porque é feriado no Brasil, mas já sabemos que quando os 250 bebês da creche estão aqui, os adolescentes e as crianças, fica muito animado…
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Aujourd’hui, on a pu voir l’instituto plus calme que jamais, sans personne, parce que c’est férié au Brésil, mais on nous a prévenus que quand il y a les deux cent cinquante bébés de la crèche, les ados, les enfants, c’est pas pareil…